HISTÓRIA DAS FESTAS JUNINAS

 

ORIGENS

 

 

 

 

AS FESTAS JUNINAS : ORIGENS

 

 

Festas juninas ou Festas dos santos populares (Lituano - Joninės) são celebrações que acontecem em vários países historicamente relacionadas com a festa pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano) e cristianizada na Idade Média como "festa de São João". Essas celebrações são particularmente importantes no Norte da Europa - Dinamarca, Estónia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia -, mas são encontrados também na Irlanda, partes da Grã-Bretanha (especialmente Cornualha), França, Itália, Malta, Portugal, Espanha, Ucrânia, outras partes da Europa, e em outros países como Canadá, Estados Unidos, Porto Rico, Brasil e Austrália.

 

 

OUTRAS PALAVRAS SOBRE AS ORIGENS

 

 

A festa Junina é uma celebração tradicional brasileira que ocorre no mês de junho, festejando três importantes santos católicos: São João (24 de junho), São Pedro (29 de junho) e Santo Antônio (13 de junho). Em Portugal, estas festas são conhecidas pelo nome de Santos Populares e correspondem a diferentes feriados municipais: Santo António, em Lisboa, São João, no Porto, em Braga e em Almada.

 

Recebeu o nome de junina (chamada inicialmente de joanina, de São João), segundo alguns historiadores, porque teve origem nos países católicos europeus e era uma homenagem a São João, que comemorava normalmente sua festa em junho. A festa foi trazida para o Brasil pelos portugueses e logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.

 

A festa mais tradicional é a de São João, a qual é típica na Região Nordeste do Brasil. Por ser uma região árida, o Nordeste agradece anualmente a São Pedro e, claro, a São João, pelas chuvas caídas nas lavouras. Em razão da época propícia para a colheita do milho, as comidas feitas de milho integram a tradição, como a canjica e a pamonha.

 

Atualmente, os festejos ocorridos em cidades pólos do Nordeste dão impulso à economia local. Citem-se, como exemplo, Caruau, em Pernambuco; Campina Grande e Patos, na Paraíba; e Maceió, em Alagoas. As duas primeiras cidades disputam o título de Maior São João do Mundo, embora Caruaru esteja consolidada no Guinness Book, categoria festa country (regional, caipira) ao ar livre. Hoje na disputa encontra-se também a cidade de Mossoró no Rio Grande do Norte, que vem aumentando a cada ano sua Festa na Rua.

 

As Festas Juninas são comemoradas em junho, e nelas há muitas comidas (pipoca, pinhão, amendoim, paçoca, milho-verde, quentão, canjica, etc), danças (quadrilha, dança típica dessas festas), músicas e brincadeiras.

 

Tradicionalmente, comemoram-se essas festas acendendo-se fogueiras e soltando fogos de artifício. em todo o país, especialmente nas zonas rurais, há manifestações de expressões folclóricas. Comemora-se nesse período o dia de alguns santos mais populares do Brasil.

 

SANTO ANTÔNIO - 13 DE JUNHO

 

SÃO JOÃO - 24 DE JUNHO

 

SÃO PEDRO - 29 DE JUNHO

 

 

 

 

NO BRASIL

 

 

Quando os portugueses chegaram com seus jesuítas no Brasil, no século XVI, trouxeram em sua bagagem todas as suas crenças e costumes, entre eles, as festas de São João, que foram muito bem aceitas pelos indígenas. Eles identificaram os rituais das festas de São João aos seus rituais sagrados, realizados também em torno do fogo. Para os Jesuítas, foi uma forma de aproximar os indígenas à religião católica.

 

Mas, no início, não tinha quadrilha. Esta dança desembarcou aqui com a vinda da família real portuguesa, em 1.808, e só a alta sociedade da época divertia-se em suas recepções ao som dela. Com o tempo, o modismo caiu nas graças do povo e começou a fazer parte das festas populares. Foram surgindo, então, adaptações da dança, como a quadrilha caipira, que era dançada no interior do país para homenagear os santos juninos e agradecer as boas colheitas da roça.

 

Para acrescentar mais ingredientes à este coquetel de cultura, vem a culinária "junina". Essa a gente não importou. Ela veio da culinária indígena, com suas comidas à base de milho: espigas cozidas e assadas, pamonha, canjica, bolo de fubá.

 

 

NO BRASIL : OUTRA VERSÃO

 

 

Festa junina na cidade de Campina Grande, Paraíba. Festa Junina em Rio Branco, Acre.No Brasil, recebeu o nome de junina (chamada inicialmente de joanina, de São João), porque acontece no mês de junho. Além de Portugal, a tradição veio de outros países europeus cristianizados dos quais se oriundam as comunidades de imigrantes, chegados a partir de meados do século XIX. Ainda antes, porém, a festa já tinha sido trazida para o Brasil pelos portugueses e logo foi incorporada aos costumes das populações indígenas e afro-brasileiras.

 

A festa de São João brasileira é típica da Região Nordeste. Por ser uma região árida, o Nordeste agradece anualmente a São João, mas também a São Pedro, pelas chuvas caídas nas lavouras. Em razão da época propícia para a colheita do milho, as comidas feitas de milho integram a tradição, como a canjica e a pamonha.

 

O local onde ocorre a maioria dos festejos juninos é chamado de arraial, um largo espaço ao ar livre cercado ou não e onde barracas são erguidas unicamente para o evento, ou um galpão já existente com dependências já construídas e adaptadas para a festa. Geralmente o arraial é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro ou bambu. Nos arraiás acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos matutos.

 

A festa junina no Brasil foi trazida de Portugal. Era uma forma de comemorar a chegada do verão após um longo inverno de infertilidade da terra. No Brasil, como é um país tropical, tal tradição não se encaixou, seja por não existir um inverno tão severo ou pelo fato de que o verão não se inicia em junho.

 

 

 

 

COSTUMES POPULARES

 

 

As festas juninas podem ser divididas em dois tipos distintos: as festas da Região Nordeste e as festas do Brasil caipira, ou seja, nos estados de São Paulo, Paraná (norte), Minas Gerais (sobretudo na parte sul) e Goiás.

 

No Nordeste brasileiro ainda existe uma tradição que manda que os festeiros visitem, em grupos, todas as casas onde sejam bem-vindos. Os donos das casas, em contrapartida, mantêm uma mesa farta de bebidas e comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume é uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade, mais em conta e menos abusiva, sempre com muita fartura de comida, dança e animação. No interior de São Paulo ainda se mantêm a tradição da realização de quermesses e danças de quadrilha em torno de fogueiras.

 

Em Portugal há arraiais com foguetes, assam-se sardinhas e oferecem-se manjericos, as marchas populares desfilam pelas ruas e avenidas, dão-se com martelinhos de plastico e alho porro nas cabeças das pessoas principalmente nas crianças e quando os rapazes se querem meter com as raparigas solteiras.

 

 

 

 

AS FOGUEIRAS , FITAS, MASTROS ...

 

 

Fogueira, fitas, mastros coloridos... Dança e animação. Todos nós conhecemos muito bem a tradição da Festa Junina. Mas a verdadeira história da origem dos festejos juninos vem de muito tempo atrás. A Equipe Estúdio@Web pesquisou e descobriu que contam que Nossa Senhora e Santa Isabel eram muito amigas. Por esse motivo, costumavam visitar-se com freqüência, afinal de contas, amigos de verdade costumam conversar bastante.

 

Um dia, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora para contar uma novidade: estava esperando um bebê ao qual ela daria o nome de João Batista. Ela estava muito feliz por isso!

 

Mas naquele tempo, sem muitas opções de comunicação, Nossa Senhora queria saber de que forma seria informada sobre o nascimento do pequeno João Batista. Não havia correio, telefone, muito menos Internet e e-mails.

 

Sendo assim, Santa Isabel combinou que acenderia uma fogueira bem grande, que pudesse ser vista à distância. Combinou com Nossa Senhora que mandaria erguer um grande mastro com uma boneca sobre ele. O tempo passou e, do jeitinho que combinaram, Santa Isabel fez.

 

Lá de longe Nossa Senhora avistou o sinal de fumaça, logo depois viu as labaredas que subiam e desciam. Ela sorriu e compreendeu a mensagem. Foi visitar a amiga e a encontrou com um belo bebê nos braços. Era dia 24 de junho.

 

Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, danças e muito mais!

 

 

 

 

COMO SURGIRAM AS FOGUEIRAS E OS BALÕES

 

 

FOGUEIRAS

 

 

Para os católicos, a fogueira, que é maior símbolo das comemorações juninas, tem suas raízes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel acendeu uma fogueira sobre um monte. Outra teoria afirma que estas fogueiras fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de Junho. Em Portugal era tradição pular a fogueira nos santos populares e queimarem-se alcachofras.

 

 

BALÕES

 

 

Os balões eram um elemento comum nas festas juninas. Tornou-se, no entanto, uma prática proibida por lei, devido ao risco de incêndio

 

 

 

 

FESTAS JUNINAS : MULTICULTURAIS

 

 

As festas juninas somam hoje, contribuições culturais de vários povos que aqui se estabeleceram como o passar do tempo. E, pode-se dizer, por que não, que este verdadeiro "coquetel de culturas" foi um arranjo perfeito e mobiliza romaria de turistas para apreciarem suas alegres e descontraídas festas.

 

Desde do século XIII, a festa de São João portuguesa chama-se "joanina" e incluía os santos: Santo Antônio ( 13 de junho), São João (24 de junho) e São Pedro (29 de junho). Já a quadrilha, tão apreciada e cantada nestas festas é uma dança francesa que tem suas raízes nas contra-danças inglesas (contry dance= dança rural) e surgiu no final do século XVIII. Esta dança desembarcou no Brasil com a família real portuguesa em 1808. Só a alta sociedade da época, divertia-se em suas recepções ao som da quadrilha.

 

Com o tempo, este modismo importado da França, caiu nas graças do povo, passando então, a integrar o repertório de cantores e compositores. Foi assim, que a quadrilha deixou os salões aristocráticos para entrar nas festas populares. Surgiram então, as variantes no interior do país, como a quadrilha caipira. A quadrilha ainda hoje, é dançada no interior para homenagear os santos juninos e agradecer as boas colheitas da roça. O instrumento tradicional das quadrilhas é a sanfona.

 

Mas, a pitada que dá o toque especial ao nosso "coquetel de cultura" é a maravilhosa culinária indígena, com suas comidas à base do milho como: espigas de minho, pamonha, canjica, bolo de fubá, etc. Portanto, unindo música, teatro e boa comida, as festas juninas expressam um imaginário rico em passagens da vida cotidiana de um povo simples.

 

É, antes de tudo, uma oportunidade onde se dança e canta os costumes herdados da sabedoria de nossos ancestrais. Sábios ensinamentos de um tempo que o próprio tempo se encarregou de deixar para trás, mas que nossa memória nega-se de esquecer.

 

Além disso, estas festividades tiveram um papel essencial na integração entre índios e portugueses e, mais tarde, com os negros e outros grupos étnicos, estabelecendo o que podemos chamar de união de laços culturais. Inseridas dentro de um contexto religioso, estas festas foram portanto, muito importantes nas relações entre diferentes povos que colonizaram o Brasil. Esta polifonia cultural está arraigada até hoje.

 

Estas festa ainda, nos fazem reviver mitos e nos trazem ao palco da vida atual, cenas da história de um povo, contadas sob um moderno ponto de vista. São realmente, as primeiras conquistas do povo brasileiro, que nelas se vê e se representa em papéis ativos.

 

 

O PODER DAS FESTAS JUNINAS

 

 

Não há quem não se contagie com a alegria das festas juninas, que irrompem teatrais, inspiradoras, videntes e iluminadas. É muita dança e brincadeiras, regadas à comidas típicas e bebidas afrodisíacas como o quentão e o ponche à brasileira. Passar o mês de junho sem "pipocar" nestas animadas festividades, é deixar de viver momentos felizes de pura descontração.

 

As festas juninas têm o poder mágico de reavivar velhas tradições, reforçar nossos laços de origem e recriar no presente, a caminhada de nossos antepassados. Aliadas ao magnífico espetáculo que nos oferece a natureza, elas têm se tornado um produto turístico cada vez mais atraente, geradoras de empregos, que propiciam um rápido crescimento da região onde elas ocorrem.

 

 

 

 

COMO SURGIRAM? POR QUE FESTAS DO INTERIOR?

 

 

Os rituais que originaram as festas junitas já foram praticados pelas mais diferentes culturas, em todos os tempos e em todas as partes do planeta. Apesar de hoje serem associadas a santos como São João (inclusive ser chamada também de "Festa de São João"), Santo Antônio e São Pedro, elas se originaram nas sociedades pagãs da Europa, antes de Cristo.

 

As festas ocorrem em junho porque na Europa este é o mês do Solstício de Verão (época em que o sol passa pela sua maior declinação boreal - dias 22 ou 23 de junho), e os povos pagãos comemoravam a chegada desta estação com rituais que invocavam a fertilidade para garantir o crescimento da vegetação, na fartura, na colheita e clamar por mais chuvas. Eles achavam que dependiam dessas manifestações para evitar uma calamidade.

 

Costumavam acender fogueiras e tochas por acreditarem que assim livrariam as plantas e colheitas dos espíritos maus que poderiam impedir a fertilidade. O fogo também representa criação, nascimento, luz original, alegria e elemento que foi divinizado pelo homem. É princípio de vida, revelação, ilmuniação, purificação.

 

Esses rituais perduraram através dos tempos e na Era Cristã não houve como apagá-los. A Igreja Católica, então, se viu obrigada a adaptá-los às comemorações do dia de São João Batista que, coincidentemente, teria nascido em 24 de junho, dia próximo ao solstício. São João era primo de Jesus, e adquiriu o pseudônimo de "o Batista", por pregar o batismo de imersão como penitência para "preparar os caminhos do Senhor".

 

Ele batizou, às margens do rio Jordão, ao pró prio Jesus de Nazaré, fato considerado o marco inicial da vida pública de Cristo. Por isso foi incorporada às festas juninas a tradição de banhar-se no mar, nas nascentes, nos rios ou no sereno, na noite da véspera do dia da festa do Solstício. Tanto que em Nápoles, há uma igreja dedicada a São João Batista com nome de São João do Mar.

 

 

 

 

 

É por isso também que em alguns locais do Brasil se costuma realizar a "lavagem" ou o "batismo" do santo antes da meia-noite, quando todos os participantes formam uma procissão com andores onde estão dispostas as imagens de alguns santos e se dirigem às margens de um riacho, rio, lagoa ou córrego das proximidades.

 

Depois de São João, a igreja associou mais dois santos às festas juninas: Santo Antônio (13 de junho) - que leva a fama de casamenteiro pois, segundo reza a lenda,a generosidade do frade era tanta que presenteava as jovens pobres com dotes para que pudessem casar -, e São Pedro (29 de junho), o Guardião das Portas do Céu, mas também encarregado das chuvas, sendo portanto, associado aos rituais de fertilidade, tanto da terra quanto dos homens.

 

"Associar as festas juninas aos santos foi uma estratégia de apropriação da igreja para poder incorporar a data ao calendário do catolicismo", afirma o professor Osvaldo Meira Trigueiro, da Faculdade de Comunicação da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), especialista no tema. Segundo Rosane Volpatto, terapeuta e mestra de Reiki, que se dedica à pesquisa dos arquétipos das deusas e dos mitos e lendas brasileiras, foram escolhidos estes três santos porque eles possuem todas as qualidades reverenciadas nos cultos anteriormente pagãos.

 

A partir daí, inventaram novos elementos para associarem à festa. As fogueiras, por exemplo, se diferem dependendo do dia de cada santo. A de Santo Antonio é quadrada. A de São João, redonda. A de São Pedro, triangular. Por conta dos rituais de "fertilidade", as festas juninas incorporaram o casamento à tradição. As antigas oferendas deram lugar às simpatias, adivinhações e pedidos de graças aos santos. Já a quadrilha, dança que se tornou típica das festas juninas, nasceu na França no final do século XVIII, tendo suas raízes na Inglaterra.

 

 

 

 

 

 

RESISTÊNCIA

 

 

SINCRETISMO

 

 

A devoção aos santos católicos é inspirada na história das suas vidas e dos seus milagres. Conduz a receitas colhidas com a prática, sobre o amor, a saúde, o trabalho, as finanças, os estudos e até as causas impossíveis. Todo aquele que já alcançou uma graça conhece o seu poder transformador. A devoção é, assim, uma forma emblemática de manifestação. Desde os primeiros anos da colonização do Brasil que os festejos portugueses envolvem a população brasileira e os índios, nossos primeiros habitantes, que já conviviam e admiravam tais novidades. A própria catequese ocorreu a partir de encenações que divulgavam a vida, os milagres e as personalidades dos santos. Cantigas e dramas eram realizados com intuito de difundir e fixar na alma do povo o ideal católico. Diante da repressão contra as religiões africanas, situações de resistência e busca contínua de identidade levaram os negros ao sincretismo e à representação das suas divindades (os orixás), através de uma correlação com os santos católicos.

 

 

 

 

ACORDA , POVO!

 

 

No Acorda Povo, uma das poucas procissões, senão a única, cantada e dançada tradicionalmente, os cortejos visitavam os terreiros de candomblé existentes na redondeza, numa clara homenagem a Xangô. São José é o anfitrião, São João traz a boa nova, Santo Antônio benze os pães dos pobres, a casa os solteiros; São Pedro guia os pescadores, protege a casa, cuida das chuvas e abre as portas do céu. Nesse universo convivem as rezas, as ladainhas, as trezenas, os terços e as preces para alcançar graças. Pois, como diz o compositor andar com fé eu vou que a fé não costuma falhar.

 

 

FESTIVIDADES

 

 

Fazendo parte das festividades, a quadrilha matuta apresentava-se durante os festejos em homenagem aos casamentos, algumas vezes até mesmo em desfiles pelas ruas, onde se podiam ver os noivos, os convidados e a própria quadrilha.

 

 

DO SAGRADO AO PROFANO, TUDO É COMEMORADO.

 

FESTA DE LOUVOR

 

 

Contemporaneamente não se faz necessária a cerimônia em si, pois no contexto urbano as influências e tendências fizeram com que ocorresse, sim, a representação do casamento como encenação: os jovens quadrilheiros brincam com muita liberdade e malícia com a instituição do casamento. Tal representação acaba por reforçar os papéis sociais e os valores da moral tradicional. É através do processo evolutivo, sofrido pelas quadrilhas juninas, que passam de matutas para estilizadas e depois para recriadas, que observamos as inserções e o clima de espetáculo, definindo a quadrilha. Dança que veio do salão para os clubes populares, atingiu a região rural, voltou para as cidades, foi nobre e popular, hoje busca nas raízes nordestinas os elementos do ciclo junino para desenvolver seus temas e assegurar nossa cultura.

 

 

A FESTAS JUNINAS PELO MUNDO

 

 

 

 

 

PORTUGAL

 

 

O São João do Porto, em Portugal.Em Portugal, estas festividades, genericamente conhecidas pelo nome de Festas dos santos populares, correspondem a diferentes feriados municipais: São Gonçalo em Amarante; Santo António em Aljustrel, Amares, Cascais, Estarreja, Ferreira do Zêzere, Lisboa, Proença-a-Nova, Reguengos de Monsaraz, Vale de Cambra, Vila Nova da Barquinha, Vila Nova de Famalicão, Vila Real e Vila Verde; São João em Aguiar da Beira, Alcochete, Almada, Almodôvar, Alcácer do Sal, Angra do Heroísmo, Armamar, Arronches, Braga, Calheta, Castelo de Paiva, Castro Marim, Cinfães, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Guimarães, Horta, Lajes das Flores, Lourinhã, Lousã, Mértola, Moimenta da Beira, Moura, Nelas, Porto, Porto Santo, Santa Cruz das Flores, Santa Cruz da Graciosa, Sertã, Tabuaço, Tavira,Terras de Bouro, Torres Vedras, Valongo, Vila do Conde, Vila Franca do Campo, Vila Nova de Gaia, Vila do Porto e Vizela; São Pedro em Alfândega da Fé, Bombarral, Castro Daire, Castro Verde, Celorico de Basto, Évora, Felgueiras, Lajes do Pico, Macedo de Cavaleiros, Montijo, Penedono, Porto de Mós, Póvoa de Varzim, Ribeira Brava, São Pedro do Sul, Seixal e Sintra.

 

Festas de São João são ainda celebradas em alguns países europeus católicos, protestantes e ortodoxos (França, Irlanda, os países nórdicos e do Leste europeu). As fogueiras de São João e a celebração de casamentos reais ou encenados (como o casamento fictício no baile da quadrilha nordestina) são costumes ainda hoje praticados em festas de São João européias.

 

 

 

 

FRANÇA

 

 

A "Fête de la Saint-Jean" (Festa de São João), assim como no Brasil, é comemorada no dia 24 de junho e tem como maior característica a fogueira. Em certos municípios franceses, uma alta fogueira é erigida pelos habitantes em honra a São João Batista. Trata-se de uma festa católica, embora ainda sejam mantidas tradições pagãs que originaram a festa. Na região de Vosges, a fogueira é chamada "chavande".

 

 

POLÔNIA

 

 

As tradições juninas da Polônia estão associadas principalmente com as regiões da Pomerânia e da Casúbia, e a festa é comemorada dia 23 de junho, chamada localmente 'Noc Świętojańska" (Noite de São João). A festa dura todo o dia, começando às 8h da manhã e varando a madrugada. De maneira análoga à festa brasileira, uma das características mais marcantes é o uso de fantasias, no entanto não de trajes camponeses como no Brasil, mas de vestimentas de piratas. Fogueiras são acesas para marcar a celebração. Em algumas das grandes cidades polonesas como Varsóvia e Cracóvia esta festa faz parte do calendário oficial da cidade.

 

 

RÚSSIA

 

 

A festa de Ivan Kupala (João Batista) é conhecida como a mais importante de todas as festas russas de origem pagã, e vai desde 23 de junho até 6 de julho. É um rito de celebração pelo verão, que foi absorvido pela Igreja Ortodoxa. Muitos dos rituais das festas juninas russas estão relacionados com o fogo, a água, fertilidade e auto-purificação. As moças, por exemplo, colocam guirlandas de flores na água dos rios para dar sorte. É bastante comum também pular as chamas das fogueiras. As festas juninas russas inspiraram o compositor Modest Mussorgsky para sua famosa obra "Noite no Monte Calvo"...

 

 

 

 

SUÉCIA

 

 

Celebração do solstício de verão em Årsnäs, Suécia.As festas juninas da Suécia (Midsommarafton) são as mais famosas do mundo. É considerada a festa nacional sueca por excelência, comemorada ainda mais que o Natal. Ocorre entre os dias 20 e 26 de junho, sendo a sexta-feira o dia mais tradicional. Uma das características mais tradicionais são as danças em círculo ao redor do majstången, um mastro colocado no centro da aldeia. Quando o mastro é erigido, são atiradas flores e folhas. Tanto o majstången sueco (mastro de maio) como o mastro de São João brasileiro têm as suas origens no "mastro de maio" dos povos germânicos.

 

Durante a festa, são cantados vários cânticos tradicionais da época e as pessoas se vestem de maneira rural, tal como no Brasil. Por acontecer no início do verão, são comuns as mesas cheias de alimentos tipicos da época, como o morangos e as batatas. Também são tradicionais as simpatias, sendo a mais famosa a das moças que constroem buquês de sete ou nove flores de espécies diferentes e colocam sob o travesseiro, na esperança de sonhar com o futuro marido. No passado, acreditava-se que as ervas colhidas durante esta festa seriam altamente poderosas, e a água das fontes dariam boa saúde. Também nesta época, decoram-se as casas com arranjos de folhas e flores, segundo a superstição, para trazer boa sorte.

 

Durante este feriado, as grandes cidades suecas, como Estocolmo e Gotemburgo tornam-se desertas, pois as pessoas viajam para suas casas de veraneio para comemorar a festa.

 

 

 

 

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